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2/3/2010
1- Restaurando a Nação Eleita
 
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1- Restaurando a Nação Eleita

1- Restaurando a Nação Eleita


 


Texto Básico: II Crônicas 36:11-21


 


Versículo Chave:


 


“Assim diz Ciro,rei da Pérsia:O senhor Deus dos céus me deu todos os reinos da terra,e me encarregou de lhe edificar uma casa em Jerusalém de Judá” Ed 1 :2


 


Introdução


 


            Nesta apostila vamos estudar dois livros maravilhosos na história do povo de Deus-Esdras e Neemias, que integram os livros históricos da bíblia e representam “Jesus Cristo, nosso restaurador”. Esdras e Neemias erram grandes líderes do povo, por isso há muitas lições a aprender para a liderança das nossas igrejas. Antes, entretanto, de estudá-los da perspectiva de liderança, é necessário considerar o aspecto histórico dos livros.


 


            Vemos em Dn 5:24-31 e II Cr 36:14-22 a queda do império babilônico e o fim dos setenta anos do exílio judaico. Embora o novo monarca persa, o rei Ciro, já houvesse anunciado a libertação dos judeus no final do livro de II Crônicas, ali não nos deu nenhum detalhe sobre a ação libertadora dos exilados. São os livros de Esdras e Neemias que preenchem esta lacuna, detalhando as ocorrências do regresso dos judeus a sua terra tão sonhada.


 


            Em 539 a.C., o império Babilônico foi tomado por Ciro, o rei da Pérsia. Ele ordenou que todos os exilados retirados de suas terras natais voltassem para seu território pátrio a fim de adorarem a seus próprios deuses. Os judeus exilados, pois, estavam livres para retornar a Judá. Esse retorno foi feito em 4 etapas (como mostrado no mapa acima), através de quatro grupos liderados por:


 


1.      Sesbazar – Um judeu exilado, foi feito governador de Judá em 537 a.C. Foi-lhe entregue os tesouros tirados de Judá por parte de Nabucodonosor. Ele retornou a Judá com o primeiro grupo de pessoas (Esdras 1);


2.      Zorobabel – (neto do rei Joaquim) e Josué, um sacerdote, lideraram o segundo grupo de volta a casa, em 525 a.C;


3.      Neemias – Copeiro do rei Artaxerxes, foi enviado a Jerusalém em 445 a.C., para reparar as muralhas de Jerusalém. Uma guarda armada o escoltou (Neemias 1 e 2);


4.      Esdras – um erudito sacerdote judeu, recebeu autoridade real para renovar as práticas religiosas de Jerusalém. De volta para casa, ele liderou o quarto grupo de exilados em 428 a.C. (Esdras 7:1-10).


 


            Só assim ficamos conhecendo os sacrifícios por eles vividos durante a difícil tarefa de restaurar a saudosa e amada pátria.


 


            Enquanto Esdras se ocupou com a reconstrução do templo e a assistência espiritual do povo, Neemias, que só chegou mais tarde, ocupou-se especialmente com a reconstrução dos muros e da cidade. Esdras tratou das condições espirituais do povo e Neemias tratou da segurança do povo, do templo e da cidade.


 


I-Situação Histórica


 


            Desde II crônicas 10 percebe-se a crescente decadência moral, política e espiritual da monarquia judaica.


 


1-Causas do exílio


 


a-     A desobediência aos mandamentos da lei de Deus: Já nos dias de Moisés, Deus advertiu de que a desobediência à sua palavra acarretaria à nação vários castigos e até mesmo o desterro - isso é, serem espalhados entre as nações (Dt 28:32-36)


b-     Idolatria, contendas, divisões: Como se a idolatria, contendas e as divisões não bastassem, o povo e os reis partiram para outras práticas maldosas e devastadoras. Com raras exceções, ao longo do tempo, sempre faziam o que era mau aos olhos de Deus “Assim as coisas se complicavam, provocando a ira de Deus, e o dia mau chegou.O exílio babilônico foi a disciplina (2 Cr 33:1-3,9-10,21-25;36:11-20)


 


2-Experiências dos judeus no exílio


 


a-     Negativas:


-Dispersão da família hebréia;


-Perda da convivência e dos benefícios espirituais em ambiente próprio, como no templo e em Jerusalém, o que lhes causou humilhação, tristeza, choro, saudades e até mesmo ódio (Sl 137)


-Perda da liberdade demonstrada no silêncio de música sacra e do som solene da harpa, tão parecida nos cultos (Sl 137: 1-2)


 Em fim, grande estrago no patrimônio histórico artístico, moral e espiritual (II Cr 36:17-19; II Rs 25:1-11)


 


 


b- Positivas:


- Aprenderam que a palavra de Deus não falha. Que realmente Deus castiga os rebeldes e restaura os arrependidos, e que de Deus não se zomba (Jr 24:4-10; Is 44:26; Gl 6:7)


- Houve a disseminação religiosa, porquanto o culto foi descentralizado de Jerusalém, e acabou por influenciar outros povos, palácios e reis gentios, como no caso de Daniel. Neemias e Esdras e outros nas cortes babilônicas e medo-persa (Dn 5:11-30; Ne 1:1-6)


- Aprenderam a arte do comércio, e deixaram de ser apenas agricultores, como antes na palestina.


- Foram disciplinados com o horror da idolatria babilônica. Curaram-se da idolatria de uma vez por todas. Em tudo isso, a providência de preparava caminho e ambiente para achegada do Messias, através do povo judeu.


 


3- A volta do exílio


 


O exílio não significou o abandono de Deus para com o seu povo. Foi sim, apenas uma dura lição em resposta a sua insistente e deslavada rebeldia e desobediência. Em Is 44: 21-22 e 26-28, 200 anos antes, Deus já havia decretado a volta dos judeus à sua terra e a restauração do seu país. Esdras e Neemias relataram em seus livros o cumprimento prático dessa promessa de Deus na vida dos exilados.


 


 


II-O Papel dos Dois Líderes


 


            Esdras e Neemias eram homens honestos fiéis a Deus, ao rei e aos seus compatriotas. Embora gozassem de privilégios na corte; eram muito sensíveis aos sofrimentos do seu povo, e dele não se esqueceram (Ed 7:1-6; Ne 1:1-3). Esdras pertencia a tribo de Levi, era da linhagem sacerdotal. Seu pai, o sacerdote Seraías, fora morto quando da tomada de Jerusalém por Nabucodonosor (Ed 7:1-2; II Rs 25:18-21).


 


            Quanto a Neemias parece ter nascido nos dias do cativeiro. Era moço de qualidades morais e espirituais invejáveis e gozava igualmente de muito prestígio perante o rei Artaxerxes.


 


            Os dois líderes estavam credenciados para a tarefa da restauração, tanto pelo poder do céu como da terra, de Deus e do rei da Pérsia, pois eram homens de oração, jejum e lágrimas (Ne 1:2-7; 2:5-9, Ed 7:11-22). Suas tarefas eram complementares entre si, educação e vigilância ou segurança para o povo, o templo e a cidade (Ed 7:10, Ne 2:3-8)


 


 


III- Temas Religiosos


 


1-continuidade histórica do povo: O povo de Deus tem uma história e uma tradição. É a descendência do patriarca Abraão, o “amigo de Deus” (Gn 12:1-5; 13:14-17; 17:7-10). Foi chamado por Deus com o propósito de ser abençoado e ser um a benção para o mundo, como vemos em Gn 12:2; Gl 3:8-9. Para assegurar a continuidade da história desse povo nos padrões previstos por Deus, Ele despertou, ao longo do tempo, líderes da envergadura de Esdras e Neemias para conduzir o Seu povo em todas as circunstâncias de acordo com os Seus propósitos (Rm 11:1-5, 11-12, 2:22-26).


2-Pureza Religiosa: Esdras começou reordenando o povo de acordo com alei de Deus, fazendo o assentamento por família e vendo a linhagem de cada um (Ed 8:1-21). Procurou também resolver o intricado problema dos casamentos mistos, reparando assim as estruturas, a fim de se ter uma nação próspera e estável (Ed 9:12-15).


 


3-Usando os meios da graça: Sem a orientação divina, seria impossível executar tão exigente missão. E foi isso que os dois líderes buscavam em Deus: os principais  e indispensáveis meios da graça de Deus como:


 


a-     A leitura da Palavra para todo o povo como orientação (Ne 8:2-6);


b-     O exercício da oração (Ed 9:3-10);


c-     A adoração a Deus em clima de avivamento (Ed 9:1-4);


d-     A autorização legal do rei, que lhes garantia liberdade para executar a obra nacional (Ed 7:12-26; Ne 2:7-9).


 


      O Rei Ciro prefigura a Pessoa de Cristo na sua segunda vinda, fazendo cair a grande Babilônia com o seu poder satânico e assumindo controle dos reinos do mundo para a libertação definitiva do povo de Deus (Ap 11:15; 18:1). Embora gentio, o rei Ciro, após fazer cair o quase invencível poder babilônico e de outros povos da terra, entendeu que foi a mão de Deus que o fez, para que Ciro abrisse caminho aos exilados rumo a Jerusalém. Para tanto muito se empenhou para a reabilitação do povo de Deus (Ed 1:2; Ap 18:2-4)


 


Conclusão


 


      Enquanto Deus dá cumprimento do restante de Seus santos propósitos para este mundo e o Seu povo, procuremos, como líderes nas igrejas, seguir o exemplo de Esdras e Neemias na humildade, fé jejum e oração, vontade e ação.


 


Leituras Diárias


Segunda-Feira: Sl 122:1-9


Terça-feira: Sl 124;1-8


Quarta-feira: Sl 125:1-5


Quinta-feira: Sl 126:1-6


Sexta-feira: Sl127: 1-5


Sábado; Sl 128:1-6


Domingo: Sl 137:1-9


 


Transcrito da revista Adultos Esdras e Neemias


Editora Cristã Evangélica (www.editoracristaevangelica.com.br)


Usado com permissão.

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